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Trabalhando em uma colmeia

10 / SET / 2014


 

“Se você estivesse montando sua própria empresa, onde a colocaria?”, foi a questão que fundamentou o projeto da equipe do Tetrarc Agence d’Archittecture, em um de seus últimos trabalhos, na cidade de Nantes, na França.

Concluído esse ano, o Tetrarc: Hub Créatic é um edifício concebido para captar imediatamente novas empresas digitais, que buscavam até então um espaço físico para trabalhar, mas que fosse central e atrativo, porém com valor acessível de aluguel.

 O edifício lançado pela Nantes Métropole Aménagement tem essa proposta: aluguéis baratos, visando um público que acaba de adentrar o mundo corporativo. Conscientes da nova geração que surgia, os arquitetos souberam jogar bem com o conceito que tinham em mãos, gerando formas tão jovens e vibrantes quanto o público a que atendiam.

Hoje já são mais de 70 empresas gerando novas ideias e compartilhando conhecimento. E se dentro dessa construção - que mais parece uma colmeia moderna - a inovação é a chave do negócio, fora dela, podemos dizer o mesmo sem pestanejar.

As molduras amarelas, presentes em toda a fachada do edifício, geram curiosidade, instigam o observador a conferir o que tem lá dentro. E para aqueles que imaginam uma atmosfera semelhante à do exterior da edificação, ledo engano: os arquitetos tiveram a preocupação de criar um ambiente neutro, que permitisse a confluência de várias empresas, sem “carregar” nas cores, em seu interior.

Seria um interior básico, não fossem as rioas de madeira que descem desde a terceira até a 1ª planta, gerando um interessante movimento, visto com privilégio a partir do pátio no térreo.

A cor amarela, que transmite alegria, vitalidade, luz, foi economizada nos espaços internos: assim, as zonas comuns, como corredores, se convertem em espaços mais democráticos.

Conhecendo um pouco sobre as abelhas e seu brilhante sistema de produção,, nota-se que  a forma de colmeia não foi acidental: os arquitetos sugerem mesmo a mesma relação. Nesse edifício, cada um exerce uma atividade. Mas no fim, a união de todas essas produções individuais é que cria o maior tesouro da edificação: o conhecimento.

 

Fonte: Revista Domus