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Aeroporto de Shenzhen, China

10 / NOV / 2014


 

No terminal 3 do Aeroporto de Shenzhen, na China, a iluminação ganhou um destaque especial, graças à união entre os escritórios Fuksas, de Milão e Speirs + Majors, de Londres. As expectativas eram altas, em virtude da importância estratégica do local: serão mais de 45 milhões de passageiros por ano, numa das cidades que mais cresce no país.

 

O resultado? Não poderia ter sido melhor. O edifício, de forma moderna e revestimentos sofisticados, exigia um projeto de lumino-técnica que dialogasse com essa identidade futurista. Dessa maneira, foram estudadas maneiras de integrar arquitetura e pontos de luz, acentuando a plástica do edifício, sinalizando funções aos usuários e facilitando o transporte de passageiros.

 

O terminal possui cerca de 1.5km de extensão, e tem como característica mais marcante sua coberta ondulada, com milhares de clarabóias hexagonais, que permitem a passagem de luz natural no edifício. Outro aspecto que acentua essas formas é o emprego de materiais como o granito e chapas de aço inoxidável altamente reflexivo, que espelham as formas conseguidas pelas aberturas e enriquecem o efeito de "padronagem" nos interiores.

Não há imposição de um trabalho sobre o outro: arquitetura e luz comunicam-se perfeitamente, através de marcações lógicas e cuidadosamente pensadas, para melhorar o funcionamento do local.

No saguão de embarque/ desembarque, forro perfurado permite iluminação direta, graças à aplicação de luminárias em alguns dos espaços livres.

 

Iluminação simples e funcional: nos portões de acesso, foram implantadas luzes difusas, simples rasgos que acentuam a forma do portal.               

Em um dos amplos saguões do aeroporto, cheios e vazios se fazem notar no forro, pontuado ainda com luzes que percorrem um longo percurso por toda a extensão do vão.

 

O efeito adquirido pelas luzes fez com que forro e piso se misturassem, gerando um interessante espaço intermediário por onde circularão os passageiros.

Interessados ainda em acentuar as formas externas do edifício, os dois escritórios concordaram que era necessário empregar um efeito de iluminação ainda mais ousado, para que à noite sua identidade plástica fosse igualmente perceptível.

 

Surge, assim, a idéia de contornar a parte inferior do edifício - e as rampas de acesso às aeronaves- com uma luz azul, que permitiu criar o efeito de um objeto enorme flutuando em uma lagoa.

O projeto é um exemplo de uso consciente de iluminação: aberturas abundantes nas cobertas amenizam a necessidade de luz artificial durante o dia; enquanto à noite, foi utilizado um sistema inovador de racionamento de energia, que inclusive controla a variação de intensidade de diferentes ambientes, novamente para otimizar  a utilização desse terminal.

 

Fonte: L+D Magazine